segunda-feira, dezembro 08, 2008

A vida certa




É o número da vida certa e esteve comigo todos os dias que passei do outro lado do mundo, no meio de casinos, bicicletas, neóns, e gente... tanta gente! O 3 andou comigo para todo o lado, mesmo antes de aterrar em Hong Kong. E foi em Macau que soube mais coisas sobre o seu significado e foi também lá que soube que a vida é demasiado curta para caber nela tanta coisa. Só pode haver qualquer coisa do doutro lado.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Três horas

É o tempo que um CEO de uma das 500 empresas do índice S&P tem de trabalhar para ganhar o ordenado anual de um funcionário com salário mínimo. A estes o tempo rende.

Tempo

Corro de um lado para o outro e vejo as horas esticar. Quando olho para o calendário já lá estou. Os dias passam, passam, passam. Tudo corre. Sou velocista, recordista. Condenso todos os sorrisos, brincadeiras, abraços e beijos do mundo num par de horas. Porque é que o tempo não tem tempo?

quinta-feira, outubro 02, 2008

De novo em casa...

... com uma otite. Chegaram as doenças de criança.

domingo, setembro 28, 2008

Back to business

Já está. Uma semana de trabalho já passou. O meu cérebro ainda não está alinhado nas prioridades da "vida real" e vai levar algum tempo até conseguir pôr tudo a rolar cá dentro. Mas tenho cá uma sensação de que, quando conseguir, ninguém me pára. Olé, Olé.

sexta-feira, setembro 12, 2008

Desmame

É oficial. Já estou nos 30, sou mãe, portanto, é altura de deixar de vestir roupa de adolescente. Stacy e Clinton vocês fazem-me uma falta dos diabos... mas quero aqui deixar bem claro que a minha amiga V. não vos fica atrás. Também é perita no "what not to wear" e proibiu-me de voltar a comprar t-shirts de algodão sem graça nenhuma. E a pensar no conjunto todo. Portanto, estou oficialmente no desmame, tal como o G. nestes últimos dias. É a contagem decrescente até o regresso ao trabalho.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Participação de nascimento


A minha salsa nasceu ontem a hora incerta. Ainda é prematura e precisa de muita vitamina D para crescer e ficar forte, mas está bem depois de um parto muito privado na minha varanda.

sábado, setembro 06, 2008

O meu irmão

O meu irmão é corajoso. Está sempre a despedir-se dos amigos, de nós, do quarto onde dorme desde que é gente, dos cheiros da casa, do mar, do país, das ruas, do sol, do peixe grelhado, dos sons. Quer mais. Viver mais, conhecer mais, aventurar-se, procurar a sorte noutros lugares. Na cidade onde está a morar, descobriu os cheiros dos outros mercados, das ruas, das pessoas. Encontrou o amor. Tenho muito orgulho nele. Ainda que me custe estar sempre a despedir-me. E abraçá-lo porque se vai embora.

terça-feira, setembro 02, 2008

Sopas + Fruta Parte 2

Acordou! E não foi muito fã do creme de cenoura, nem da maçã cozida...

Sopas + Fruta

Está tudo preparado. Descasco uma batata e uma cenoura, ponho a Bimby a trabalhar e a primeira sopa do G já está em execução. Tenho a máquina fotográfica a postos, o babete também, a cadeira preparada... E eis que o meu bebé decide dormir! No momento decisivo em que lhe vou apresentar a senhora colher e o senhor prato, ele decide esfregar os olhinhos e dizer na sua forma especial (muááá) que está com sono. Agora, tenho a sopa e a fruta pronta a comer, a descansar sobre taças de água a ferver, à espera que ele decida acordar.

domingo, agosto 31, 2008

Atar palavras com cordas grossas

Tinha tanta coisa para escrever. Coisas que fui pensando ao longo destes dias. Mas foi por ouvir uma autora brasileira na TSF, cujo nome não sei porque apanhei a entrevista a meio, que me lembrei das minhas reflexões de adolescente sobre o poder das palavras. Ela tinha uma palavra preferida: decantar. Decantar emoções. Decantar a realidade. Decantar. E disse também que as palavras são a nossa continuidade. São parte do ser humano. São duras. São incríveis. Belas e poderosas. Há palavras que aniquilam as acções, outras que as acompanham. E quando saem disparadas da nossa boca, assim sem controle?! É como um fogo que sobe na garganta, imparável. Quando saem da nossa boca, não há nada que as impeça de explodir na cara dos outros, nas paredes, no ar. Partem a loiça. Deixam cacos no chão e tornam muito difícil a tarefa de os voltar a colar.
Isto tudo a propósito de ser preciso às vezes atar as palavras com cordas grossas. Fazer com que não saiam. Mesmo que o nosso fundinho, aquele que explode, que quer gritar, dar murros na mesa ou saltar para cima do condutor desenfreado, esteja desejoso de as ver sair. Aquele lado irracional, animal, que anda à solta dentro de nós. Somos uns doidos, todos.
As palavras também mentem. E nós vamos atrás delas desenfreados, loucos, numa espécie de auto-estrada vertiginosa, perigosa, alucinante, e por todos estes motivos, atraente.

quarta-feira, agosto 20, 2008

É bom

Saber falar outras línguas, conhecer pessoas de outros países, partilhar experiências e abraçar amigos. Há telefonemas que nos deixam felizes.

segunda-feira, agosto 11, 2008

Baby Blues

Filosofia de ponta

Um dos desafios da maternidade/paternidade é conseguir fazer gracinhas a um bebé que chora desalmadamente há meia hora só porque não quer dormir.

sexta-feira, agosto 08, 2008

No campo















































terça-feira, agosto 05, 2008

Impotência

É ver uma tia abrir um pacote de bolachas com açúcar, dar a provar ao G. e vê-lo a lamber a dita com satisfação. E eu que só queria apresentar-lhe o açúcar lá para os 12 meses... Uma distracção e somos ultrapassadas num ápice.

quinta-feira, julho 24, 2008

Ainda mais perto dos 30

Saí para jantar fora e só depois de estar no carro e a meio do caminho é que reparei que tinha as calças sujas. Calças brancas. Estou definitivamente a entrar nos 30. E a começar a ter "mommy brain".

terça-feira, julho 22, 2008

Amamentar

Amamentar é bom. Nem vou falar dos benefícios para os bebés e para as mães. Mas também é mau. É solitário, dói, faz feridas, infecções, desgasta. A minha experiência tem sido tão instável como o temperamento de uma mulher que acabou de dar à luz. Ora excelente. Ora doloroso. Ora hilariante. Ora depressivo. Três meses depois ainda me perseguem as mastites. Mas o leite materno é tão bom tão bom que vale a pena o esforço. (cá no fundinho grito: "Só faltam dois meses para fazer a transição para as sopas!! YUPIII!!!)

sábado, julho 19, 2008

Obrigada


Pela maravilhosa receita que tem refrescado os nossos sábados. Hoje fiz a versão com banana congelada, iogurte, mel e canela. Uma delícia. Só faltou a menta para refrescar. No sábado passado foram os pêssegos. E como não tinha o licor que vem na receita original, utilizei moscatel roxo. Aprovado!

sexta-feira, julho 18, 2008

Crescer deve doer

Já não me lembro se tive dores de crescimento naquela fase da pré-adolescência, mas crescer deve custar muito. O G. estica as mãos com esforço para alcançar os objectos, concentra-se ao máximo, olha fixamente enquanto o braço abana até chegar ao brinquedo que eu seguro vezes em conta no ar. No dia em que olhou pela primeira vez para as mãos percebi que todos os passos pequenos que ele dá diariamente são o resultado de um esforço enorme de coordenação. Não são mesmo conquistas pequenas.
A minha mãe diz-me que o primeiro mês de vida de um bebé deve ser mais comemorado do que o primeiro ano. Porque conseguir passar por todas as mudanças desde que se sai do útero da mãe é uma vitória.